O Deus próximo que trabalha para a paz…

Num contexto de crescente pluralidade cultural e religiosa, o Santo Padre não deixa de nos lembrar que Deus se faz próximo e a nossa Fé é caminho de paz. No passado mês, o Papa Leão XIV visitou França, onde, entre encontros com multidões e reuniões mais recolhidas, falou para as pessoas e situações da nossa atualidade.

“Vós sois os santos da França!”

Aos jovens o Santo Padre fez questão de lembrar que têm a missão de partilhar o Deus próximo. Num mundo diverso e fragmentado, os jovens devem fugir da vaidade, do orgulho e da violência, e procurar a justiça, a piedade e a mansidão. São valores difíceis de viver hoje, mas o Espírito Santo faz-se presente e abre sempre perspetivas luminosas para o futuro.

“Queridos amigos, a dinâmica que caracteriza a existência cristã carrega um nome preciso: chama-se caminho de santidade.”

Perante 800 mil fiéis nos Campos Elísios, o Santo Padre insistiu que o caminho de santidade não é fácil, mas Deus “conhece pelo nome cada um e cada uma”. Convidou-nos a perguntar-nos sobre as nossas sedes mais profundas. O Santo Padre lembrou que os desejos de felicidade e amor são comuns a todos. Com exemplos concretos de homens e mulheres abertos às necessidades dos outros, lembrou que Cristo está do nosso lado na nossa busca e na partilha da nossa fé.

“Carrega aos ombros as ovelhas cansadas ou feridas e, com delicadeza, traz de volta as que se perderam.”

Já em Lourdes e em Metz, o Santo Padre falou sobre duas causas que têm marcado o seu pontificado: a paz e os pobres. Atento ao uso político do discurso religioso para justificar a violência e a opressão, o Papa não deixou de alertar que nenhuma fragilidade pode ser rejeitada e que a vivência da fé deve exortar ao desarmamento das palavras.

“Nada do que desfigura a dignidade humana pode reivindicar uma autêntica inspiração divina.”

As palavras do Papa nesta viagem não podiam falar mais ao coração dos Oasistas. Pede-nos um Sim a Cristo, enraizado no Sim aos outros. Pede-nos mansidão e humildade, enquanto nos provoca a não nos desligarmos do mundo e a colocarmos as nossas capacidades ao serviço da paz, da justiça e dos mais frágeis.

“Sede construtores de comunidade!”

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